Dor crônica: O que é, causadas e formas de tratamento
No Brasil, a dor crônica é um problema de saúde pública. Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), cerca de 37% da população brasileira convive com algum tipo de dor crônica.
A escoliose é um problema na coluna caracterizado por uma deformidade em seu plano tridimensional, associado a inclinação lateral e rotação axial das vértebras. Bem como pela diminuição das curvaturas da coluna vertebral no plano sagital.
Em outras palavras, ao adotar patologicamente uma postura de desalinhamento, a coluna contorce-se em seu próprio eixo. Resultando em sua inclinação que pode ser para frente ou para trás e para os lados.
Esse tipo de desvio na coluna, diferente dos demais, apresenta-se em forma curva, bem semelhante à letra “C”, quando tem uma curvatura só, se tiver mais, tem a aparência de um “S”.
A maioria dos casos de escoliose acontece entre os 9 e 16 anos, que é a fase de crescimento do indivíduo. E geralmente atinge o gênero feminino e pessoas que tenham histórico dessa deformidade na família.
Continue a leitura do artigo para saber mais sobre a escoliose.
Embora a grande maioria dos casos de escoliose esteja relacionado ao tipo estrutural e que não possuem uma causa conhecida (idiopática).
Existem alguns fatores genéticos de grande influência, tais como:
Para detectar de forma simples e precoce os primeiros sinais da deformidade, o ideal é posicionar-se atrás do paciente.
E observar se quando o mesmo realiza a flexão do tronco para a frente, se há uma área em elevação nas costas.
É muito comum que no estágio inicial da condição o paciente não sinta dores e, por esse motivo, fica mais difícil perceber seu avanço e evolução.
Para um diagnóstico mais preciso, o médico solicita um raio-x, por meio do qual consegue comprovar e medir a angulação das curvas desse desvio na coluna.
Nesse sentido, é muito comum que sejam feitas as seguintes considerações:
Curvas de até 30º: utiliza-se o tratamento conservador com atividades específicas de fisioterapia, principalmente o RPG – Reeducação Postural Global;
Acima de 30º: recomenda-se o uso de coletes, além da fisioterapia;
Acima de 50 graus: quando os órgãos vitais não estão sendo comprimidos e o desvio não está causando um impacto significativo na aparência, de acordo com o paciente, o tratamento conservador é indicado.
No entanto, dependendo da localização da curva, que pode contribuir para a compressão dos órgãos vitais como coração e pulmão, o tratamento cirúrgico é a melhor opção.
Lembrando que, quanto antes a escoliose for descoberta, maiores são as chances de sucesso em seu tratamento.
Conforme já foi mencionado, a escoliose pode ter diferentes origens, mesmo que seu aspecto físico seja bem parecido em todos os seus tipos.
Além de seus prognósticos distintos, em termos de evolução, cada um dos seus subtipos de comporta de uma maneira. Veja!
Escoliose congênita (com origem no nascimento): 10% dos casos dessa deformidade têm origem no dia que a criança nasce, quando é possível notar a má formação ou divisão das vértebras;
Escoliose neuromuscular: decorrente de sequelas de doenças neurológicas como a paralisia cerebral e a poliomielite;
Escoliose idiopática: o tipo mais conhecido de escoliose não possui causa conhecida, por isso, cada pessoa apresenta peculiaridades e índices de evolução diferentes;
Escoliose pós-traumática: oriunda de doenças do tecido conjuntivo, como também das anomalias cromossômicas;
Escoliose Degenerativa do adulto: o avanço da idade é o principal fator responsável pelo desgaste dos discos da coluna e suas articulações.
Escoliose idiopática: O tipo mais comum de escoliose é o idiopático, em média 80% dos pacientes fazem parte desse grupo.
Muito se especula sobre as causas da escoliose idiopática, porém, nenhuma das especulações chegou a um resultado conclusivo.
Para melhor entendimento, é necessário fazer a divisão em 4 grupos etários:
Vale ressaltar que algumas pessoas têm maior suscetibilidade a essa deformidade na coluna, por exemplo, na puberdade, como o crescimento do corpo é mais rápido, o risco da curva é acentuado.
Outro índice relevante é que a escoliose tem maior prevalência entre as meninas do que nos meninos da mesma faixa etária.
Até que a curva tenha progredido o suficiente a ponto de tornar-se visível, esse tipo de desvio na coluna pode não ter sintomas, o que dificulta o seu diagnóstico.
Como nós vimos até aqui, a grande maioria dos casos de pacientes com escoliose não possuem sintomas, ainda assim, eles podem existir, mesmo que bem discretos, como:
Porém, os pacientes que já estão com a doença em estágio mais avançado, podem apresentar as seguintes características:
Para maior precisão no diagnóstico da escoliose, o médico fará um levantamento clínico do paciente acerca do seu crescimento recente, do histórico familiar e da presença de dores, seguindo as etapas:
Que consegue verificar qualquer assimetria no tórax ou ao longo das costas.
A escolha do tratamento para escoliose vai depender de alguns fatores, como:
Os tratamentos usualmente utilizados para esse tipo de deformidade são os fisioterapêuticos, o uso de coletes e as cirurgias, os quais serão detalhados agora
Fisioterapia: de acordo com o Consenso SOSORT 2015, para as curvaturas entre 10 e 25 graus de escoliose, há a necessidade desse tipo de exercícios fisioterapêuticos;
Coletes: ideal para paciente em fase de crescimento, já que esse acessório tem a capacidade de retardar a progressão da curvatura, como também para aqueles em que o grau da curva ultrapassa os 25 graus.
Cirurgia: recomendada em último caso, mas é a opção ideal para pacientes com curvatura acima de 45 graus e com comprometimento pulmonar.
Além das opções citadas acima, exercícios específicos como Pilates, caminhada e hidroginástica, ajudam a reduzir as dores, diminuir o uso dos coletes, além de estimular de forma igual os dois lados do corpo.
Seja qual for o tipo de escoliose, o Pilates pode ser um grande aliado no tratamento dos pacientes acometidos dessa doença.
Visto que, todos os músculos que estão ligados diretamente à coluna, são trabalhados nessa atividade, promovendo maior estabilidade na estrutura central do corpo.
Com base em estudos, em que 20 mulheres sedentárias que tinham a curva escoliótica, o método Pilates teve sua eficácia comprovada, por meio dos seguintes dados:
Levando em conta os princípios do Power House, a prática do Pilates contribui para o fortalecimento da coluna, que é afetada pela escoliose.
Além do fortalecimento da coluna, outros benefícios podem ser percebidos pelos portadores dessa condição ao começarem a praticar o método Pilates:
Em síntese, a escoliose, a não ser que seja congênita, é muito difícil de ser detectada, já que praticamente não apresenta sintomas.
Por isso, o melhor que o indivíduo pode fazer, é cuidar da sua coluna e da sua saúde como um todo, desde muito novo.
Pois, é muito comum que essa condição comece a se desenvolver ainda na puberdade, quando ocorre o crescimento mais rápido.
Nesse sentido, a melhor alternativa é buscar ajuda de um profissional que tem a qualificação necessária para identificar os primeiros sinais de escoliose.
Como também oferecer as melhores orientações de prevenção a esse e outros tantos problemas na coluna, que podem comprometer a saúde e a qualidade de vida das pessoas.
No Brasil, a dor crônica é um problema de saúde pública. Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED), cerca de 37% da população brasileira convive com algum tipo de dor crônica.
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